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domingo, 27 de maio de 2012

Festa do Espírito Santo- 27/05/2012

                                          O Altar.
                                          O Mordomo e as rainhas.
                                          A Coroação.
                                         As sopas.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Hotel dos Cagarros.

O "Hotel dos Cagarros", com uma centena de ninhos e vista para o mar, foi criado no Corvo, Açores, num projeto pioneiro a nível mundial que visa criar uma colónia para aves marinhas sem predadores.
A Reserva Anti-Predadores para a Nidificação de Aves Marinhas abrange uma área com cerca de um hectare na Ponta do Topo, vedada por uma rede fabricada por uma empresa especializada da Nova Zelândia, que impede a entrada de gatos e ratos.
“Esta zona da ilha está fechada desde outubro e o controlo que realizamos mostra que não há predadores no interior da vedação”, afirmou Luís Costa, diretor executivo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), em declarações à Lusa.
Este projeto pioneiro para a conservação das colónias de aves marinhas nos Açores através da recuperação do seu habitat e de medidas de controlo e erradicação de espécies invasoras integra o programa ‘LIFE Ilhas Santuário para as Aves Marinhas’, coordenado pela SPEA em parceria com a Secretaria Regional do Ambiente, Câmara do Corvo e Royal Society for the Protection of Birds.
Este santuário não é exclusivo dos cagarros, destina-se também a outras aves, como os estapagados ou os frulhos, que pesam apenas 200 gramas, mas são capazes de viajar 2.200 quilómetros e mergulhar a 23 metros de profundidade.
“O objetivo é que venham para aqui todas as aves que são perseguidas por predadores e que já são raras nos Açores”, salientou Luís Costa.
Os terrenos onde foi criada a reserva foram escolhidos por terem condições para a nidificação das aves, mas também por não terem uso agrícola, estando em curso a recuperação da flora endémica.
“Estamos a ficar com a vegetação própria deste local e esperamos que, se o habitat natural for recuperado, possam vir a aparecer outras espécies de plantas”, frisou Frederico Cardigos, diretor regional dos Assuntos do Mar, destacando a importância dos esforços em curso para criar condições para a nidificação de aves marinhas naquela zona.
Por agora, os responsáveis estão satisfeitos por algumas aves terem estado no local a “explorar” as condições existentes, esperando que, na próxima época de nidificação, o ‘hotel’ tenha uma boa ocupação.
A pequena ilha do Corvo foi escolhida para esta iniciativa inovadora a nível mundial para testar métodos de erradicação de predadores e plantas invasoras pela sua localização geográfica e por ter um habitat privilegiado para a nidificação de aves marinhas.
O Corvo tem a maior população de cagarros nos Açores, é uma das duas ilhas do arquipélago onde nidificam os estapagados e acolhe frulhos nas suas encostas mais inacessíveis.
O sucesso deste projeto permitirá ter populações mais robustas de aves marinhas, que já ocuparam aos milhares as ilhas e ilhéus do arquipélago e atualmente estão reduzidas a pequenos ilhéus e falésias remotas.
A exceção é o cagarro, já que mais de metade da população mundial desta ave nidifica todos os anos nos Açores.
                                                                                              (Açoriano Oriental)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Geologia




A ilha localiza-se sobre a placa tectónica norte americana, a oeste do rifte da Crista Média Atlântica (sigla CMA), edificada sobre fundo oceânico com cerca de 10 milhões de anos. As ilhas das Flores e do Corvo emergem do mesmo banco submarino, de orientação NNE-SSO. A sua tectónica é controlada por falhas orientadas aproximadamente Norte-Sul, paralelas à Crista Média Atlântica e por falhas transformantes com direcção Oeste-Este, que segmentam o vale do rifte. A ilha corresponde a um vulcão do tipo central, que começou a emergir há cerca de 730 mil anos. O colapso da cratera terá ocorrido há 430 mil anos. Antes da formação da cratera, estima-se que o cone central teria cerca de 1 000 metros de altitude.
Aliado à erosão marinha, a ilha enfrenta erosão provocada pelos ventos dominantes de nordeste e oeste. As vertentes do vulcão encontram-se parcialmente preservadas nos flancos Sul e Leste (com altitudes entre 150 a 250 metros), muito reduzidas pelo recuo das arribas litorais a norte e completamente ausentes a oeste (com altitudes entre 500 a 700 metros). O recuo das arribas já alcançou o bordo oeste da caldeira. Na vertente sul, sobressaem cones secundários – Coroínha, Morro da Fonte, Grotão da Castelhana e Coroa do Pico – que se encontram bem preservados da acção erosiva, responsáveis pelo derrames basálticos que formaram a fajã lávica (com altitudes entre 10 a 60 metros).
A extremidade noroeste da ilha constitui a Ponta Torrais, saliente e notável, em espinhaço aguçado e com cristas pontiagudas, tendo na sua face norte um pequeno ilhéu cónico, o ilhéu dos Torrais. Na costa norte e noroeste existe outro pequeno ilhéu, o Ilhéu do Torrão, e alguns recifes submersos perigosos para a navegaçã