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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ilha de Rituais

No Corvo, o trabalho, o lazer e o convívio são profundamente ritualizados.Há uma grande cumplicidade para que ninguém produza e desperdice demasiado.A sabedoria própria dos corvinos levou a população a autocontrolar-se, a auto-regualar-se de acordo com os seus recursos e equilíbrios.
  Em nove décadas passou de 808 habitantes(ano de 1900) para 380 em 1994.Hoje tem aproximadamente 500.
  Existe uma lenda que diz que, no passado, ao atingir os 999 habitantes e ao esperar o nascimento de mais uma, a população entrou em estado de euforia.No entanto, dois dias antes do parto, um idoso faleceu e assim nunca foi conseguido o milhar de habitantes.
 A vida dos agricultores e pastores, é a de mudar as rezes de pasto em pasto.A sua venda começou a dar dinheiro nos anos 60.O Governo chegou mesmo a pensar em transformar a ilha numa zona de produção de carne para os exércitos coloniais.
  O fabrico de queijo também aumentou , mas infelizmente hoje não existe uma Queijaria na ilha.
  A criação de carneiros, viu-se, por sua vez abandonada.O Dia da Lã, cerimónia da tosquia das ovelhas realizada na última quinta-feira de Maio, festa da liberdade, do convívio(as crianças podiam fazer o que quisessem, até fumar) terminou repentinamente.
  O artesanato(colchas, cobertores, bonés e fechaduras de madeira) chegaram a ter procura internacional.Infelizmente, actualmente só existe uma família que se dedica ao artesanato local e a procura continua a ser muita.

5 comentários:

  1. Muito bem. É importante que as memórias dos corvinos não se percam e que se regite a sua história. Este blogue é disso um exemplo.

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  2. Mais um excelente contributo para o conhecimento das características sui generis do povo corvino. Parabéns!

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  3. Apenas uma correcção: A cerimónia do "O Di da Lã", não era na última quinta-feira de Maio, mas sim na segunda-feira a seguir ao dia do Divino Espírito Santo, chamada, segunda-feira de Espírito Santo.

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  4. Muito interessante saber estas coisas do Corvo. São memórias para contar aos mais novos.

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