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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Luz e Trevas


É difícil encontrar e felicidade no mundo, mas se tal fosse possível ela estava aqui.É um dos locais mais aconchegantes da terra.Provavelmente não se encontra em mais parte nenhuma um comunitarismo assim, uma afectividade, uma delicadeza e uma sabedoria assim.
  Chega-se por ondulações.Atravessa-se, ao aproximar, uma zona de protecção, na água e no ar, indivisível e densa.Com bravura, o barco e o avião vencem as vagas hostis(do vento e do mar) que se abatem e se enrolam sobre eles.
  Desembarca-se com um sobressalto de renascimento.A terra, castanha e densa, o vento forte e quente, os olhares fugidíos, as casas chãs e polidas, as encostas pedregosas, ofertam-se e esquivem-se em flutuações irrecusáveis.
  Deixa-se o aerogare e o cais e entra-se na povoação, onde as canadas se estreitam e os odores penetram.A vila vai-se abrindo despojada, subtil e luminosa.
  As pessoas percorrem-na calmamente, as conversas vão surgindo, bem como os olhares, a timidez, os sorrisos, as exclamações e os silêncios.
  Surge então a cumplicidade, verdadeira e sincera entre os visitantes e os visitados!

3 comentários:

  1. Obrigado Fernando pela partilha deste sentir e deste afecto dos corvinos.Se já sentia o chamamento dessa ilha, a partir de agora, esse grito de encanto vive permanentemente na minha mente.

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  2. Quero sentir isso também, por tal, lá voltarei.

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  3. A Ilha do Corvo é um paraíso, pela sua beleza, população, os costumes e não só pelo partilhismo que existe entre os habitantes...

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