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domingo, 21 de novembro de 2010

Os Corsários.

Vencida que foi a primeira fase do povoamento, em que foram largados animais de pastoreio, e depois de cinco tentativas de fixação de colonos, o Corvo finalmente começou a ser povoado.
  Nesta zona, mais tarde, começaram a  convergir as grandes carreiras intercontinentais das  Índias, das Áfricas, das Américas, antes de aportarem à Europa.O ouro, as especiarias, os escravos, os diamantes, e a cobiça por eles, concentraram-se, como consequência, à sua volta.
  Corsários poderosos afluíram de Marrocos, da Turquia, da França, da Inglaterra e da Holanda.Sem guarnições militares eficazes, o Corvo tornou-se apetecido por todos, que o julgavam presa fácil.
  Nos séculos XVI e XVII, a ilha sofre grandes invasões de norte-africanos que, pretendem raptar-lhe a população.Nas alturas dos ataques, os habitantes escondiam-se entre os musgos do Caldeirão.
  Resguardados na parte mais alta da ilha, cheia de calhaus rolantes, os corvinos resistiram sempre com grande coragem aos invasores.
  A maior parte dos piratas preferiu, no entanto, a atacá-los, estabelecer com eles relações de comércio-Aguadas, fornecimento de víveres, tratamento de feridos e enfermos, conserto de embarcações, tornaram-se, a troco de dinheiro, presentes e protecção, comuns.
  A passagem dos veleiros e as ajudas dos piratas, reconfortou.os bastante.Deles, e dos barcos que, de noite se despedaçavam nas rochas, aproveitaram-se com discrição, com ambiguidade durante gerações.
  O fim das guerras napoleónicas e o domínio dos mares pelos ingleses alteram depois a ordem dominante e empobreceram gravemente a vida  da comunidade.

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