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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Filarmónicas(parte I )

Tal como aconteceu com outros povos, o interesse pela música terá chegado à ilha do Corvo com os respectivos povoadores.
  Como arte e como ciência de combinar os sons de forma agradável para o ouvido, a música terá sempre sensibilizado as diversas gerações.Como arte, a música nasceu sob o signo da inspiração do espírito e afirma-se na exteriorização.Como ciência, vive a sua matéria específica que é o som e a escrita.
  Na ilha do Corvo não terá havido excepção, apesar do seu isolamento e da sua reduzida população para a formação de uma banda filarmónica, envolvendo elevados custos, bem como uma eficiente organização associativa.
  São bem conhecidas as dificuldades que existiam antigamente para que sem quaisquer ajudas, se pusesse em actividade uma filarmónica numa localidade tão pequena e tão pobre como o Corvo.
  No entanto, com esforço, perseverança e dedicação em 1916, foi fundada a primeira filarmónica da ilha.
  Em 30 de Novembro de 1916, o Jornal-Rádio, que no tempo se publicava em Santa Cruz das Flores, ia dando notícias.Noticiava então que pessoas ilustres iam contribuindo com o instrumental para a filarmónica.Noticiava também que iam progredindo  os ensaios dos novos tocadores, sob a regência do sr.Mário Camacho e que o director da nova sociedade filarmónica  era o reverendo sr.Thomé Gregório Mendonça.
  Iniciava-se assim o nascimento das filarmónicas  no Corvo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Bem necessário.Agora é preciso que os lavradores saibam utilizar correctamente estes apoios.

No âmbito do PRORURAL, a secretaria regional da Agricultura e Florestas, aprovou cinco projectos de investimento de agricultores da ilha do Corvo, para modernização das suas explorações agrícolas, num investimento superior a 200 mil euros.
Os projectos foram apresentados por quatro exploração de carne e uma
exploração mista (leite/carne), com uma média de área por exploração de 30 hectares e visaram a aquisição de maquinaria nomeadamente tractores, fresas, charruas, volta fenos, gadanheiras e enfardadeira, adequada à dimensão e condições particulares existentes.
Este investimento dos produtores corvinos demonstra o seu envolvimento
no objectivo permanente de modernizar as suas explorações agrícolas,
tornando-as mais competitivas através de uma maior mecanização, bem como a criação de melhores condições de trabalho, higiene e bem-estar dos animais.
O Programa de Desenvolvimento Rural para Região Autónoma dos Açores
(PRORURAL), tem como objectivos o aumento da competitividade dos
sectores agrícola e florestal, a promoção da sustentabilidade dos
espaços rurais e dos recursos naturais e a revitalização económica e
social nas zonas rurais.
O PRORURAL pretende ainda reforçar a coesão territorial e social, bem
como, promover a eficácia da intervenção dos agentes públicos, privados e associativos na gestão sectorial e territorial.
No actual período de programação foram recepcionados 795 pedidos de
apoio no âmbito da Medida "Modernização das Explorações Agrícolas", de
promotores de todas as ilhas, o que evidencia uma grande adesão por
parte dos agricultores açorianos e a adequação do programa às especificidades da Região.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Resultados das Eleições Presidenciais de 23 de Janeiro de 2011

Cavaco Silva          -65 votos

Defensor Moura      -0 votos

Francisco Lopes     - 2 votos

José Coelho           -19 votos

Manuel Alegre      -52 votos

Fernando Nobre    -7 votos

Brancos                 -7 votos

Nulos                    -1 voto

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Finanças e Tesouraria.Mais um mau exemplo de serviço público no Corvo.

Desde que me lembro, as Finanças e a Tesouraria sempre funcionaram no mesmo edifício, com um tesoureiro e dois funcionários das Finanças.
  À uns anos o Tesoureiro foi transferido para outra ilha do Arquipélago.Devido a este facto os outros dois funcionários passaram a acumular todo o serviço.
  Entretanto, em Outubro de 2006 um foi eleito deputado regional e o serviço manteve-se agora já com um só funcionário.Como um azar nunca vem só, pouco tempo depois o último "resistente" passou à reforma.
  Perante esta situação, as Finanças tinham que arranjar uma solução e e efectivamente fizeram-no .Simples: deslocava-se um funcionário da Horta durante quinze dias, nos quais a Repartição se encontra aberta e nos outros quinze está encerrada!!!
  Sei que parece mentira, mas garanto-vos que é a mais pura da verdade.
  Nós, os corvinos somos poucos, mas somos açorianos e portugueses.
  Pagámos os nossos impostos(se entretanto o funcionário estiver cá).
  Somos dignos e exigimos que nos tratem como tal.
  Somos humildes, mas não somos idiotas.
  Sentimos-nos abandonados, mas continuamos firmes.
  Somos assim e vamos continuar a sê-lo.
  Somos corvinos e com muito orgulho!!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Valores ou a falta deles!!!

 Actualmente é muito frequente ouvir-se falar sobre os valores humanos na nossa sociedade, cada vez mais global.Reflito muitas vezes sobre eles, ou melhor, na falta deles.
  Felizmente tive uns pais que sempre me deram uma educação, na qual estes estavam sempre presentes.Pela minha parte sempre fiz questão dos praticar e agora tento incunti-los nos meus filhos.
  Cada vez mais custa-me notar a falta de educação, de ingratidão, de egoísmo, de desumanismo, de um sorriso, de um cumprimento ou de um abraço.
  Não sou fundamentalista em nada na vida, mas sinceramente existem coisas que acho inadmissíveis.
  A boa educação, as boas maneiras e as boas práticas logo desde crianças pela família.Depois segue-se todo o processo escolar, onde deverá ser cada vez mais fomentado.
  Questiono-me se será muito difícil dar o "bom dia", perguntar "como está", dizer "obrigado", dar "um abraço" ou fazer "uma carícia" a uma criança.Para mim não é!!!No entanto, pelo que tenho observado, infelizmente para muitos é!!!
 São em momentos, em espaços, em estados que me questiono porquê!!!???
  sei que há razões sociológicas, antropólogas e psicológicas que contribuem para isto, mas será que não podem fazer mesmo um esforço...
  Quando queremos, podemos!
  Quando nos ensinam, aprendemos!
  Quando nos incentivam, conseguimos!
  Quando nos aconselham, temos que ouvir!
  Contudo, não é minha intenção dar conselhos a ninguém (quem sou eu para fazê-lo?), apenas apeteceu-me partilhar isto convosco.
  Desculpem este meu "desabafo" e obrigado por terem lido.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Agricultura e Agro-Pecuária

 Falar da agricultura e da pecuária, é falar praticamente da história do Corvo, dos primórdios até à actualidade, porque sempre foram e continuam a ser a base principal da economia da ilha.
  Na agricultura, os produtos que predominam são, o milho, as batatas e diversas hortaliças.No entanto, houve tempos em que o trigo, o centeio e a cevada também eram muito importantes.
  Convêm salientar que a agricultura era praticada tanto nos terrenos da vila, como nos "de cima", ou seja, na parte não habitável.
  As "terras" são pequenos cerrados, divididos por muros de pedra.
  Um facto curioso,era que nas terras de baixo(ou seja, nas da vila), quase todos os trabalhos eram feitos pelas mulheres, enquanto nas de cima, eram os homens que mais trabalhavam.Este facto está  intimamente ligado ao facto de todos os animais estarem nas pastagens de cima.
  Assim, o dia a dia dos homens era passado praticamente fora da vila.Partiam bem cedo, para a ordenha e tratamento dos animais.Depois, dedicavam-se à agricultura propriamente dita, onde lavravam, semeavam e mondavam os terrenos.No final do dia, ordenhavam novamente as vacas e só depois regressavam à vila, com as "latas do leite", com o qual as mulheres faziam o famoso queijo do Corvo.
  O gado, constituía assim a principal fonte de rendimento das famílias.Era (e continua a ser) exportado para o  continente, durante o Verão e era principalmente com o dinheiro da sua venda que os Corvinos  tinham que sobreviver durante todo o ano!!!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mundo Cruel.

 Em pleno sec.XXI,sinto que não é neste mundo que queria viver.
  Tenho raiva de tantas coisas, de tantas injustiças, de tanta falta de solidariedade, de tanta falta de amizade, de tanta crueldade.
  Odeio as guerras, os ódios, as injustiças, a incompreensão.
  Sinto-me mal ao pensar nos que passam fome, nos sem-abrigo,nos que vivem num estado permanente de solidão, nos que não tem uma palavra de conforto.
  Não compreendo as intolerâncias, o desumanismo, a ingratidão, a inveja, a injustiça.
  Não aceito que os pais maltratem os filhos, que os filhos maltratem os pais, que uma criança não tenha um copo de leite para beber, um brinquedo para brincar.
  Custa-me acreditar que haja  quem viole uma criança, quem as maltrate, que alguém não esteja disponível  para dar um simples abraço, que tenha um gesto de carinho ou uma simples palavra de amizade para quem precisa.
  Detesto que haja quem ganhe milhões sem o merecer que haja quem ganhe poucas centenas, trabalhando toda a vida.
  Não gosto de ver tantas calamidades naturais, tantas ribeiras sem água, tantas estradas cheias de curvas, tantos caminhos sem trilhos e tantos trilhos sem caminhos.
  Custa-me ver tanta gente corrupta, tantos políticos medíocres, tantos mestres sem marinheiros e tantos marinheiros sem mestres.
  Não admito tanta falsidade, tanto desumanismo, tanta falta de civismo, tantas mentiras,tanta insensatez, tanta falta de coragem.
  Custa-me muito viver num mundo assim.Este é o mundo que vivo, mas não é o meu mundo

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Corvo Reserva da Biosfera-parte II

A  Reserva da Biosfera inclui a Vila do Corvo e as áreas agrícolas a oeste, é limitada a norte pela base de uma encosta e a sul por uma linha irregular próxima à linha da costa.
  A Vila do Corvo é um aglomerado urbano concentrado, constituído em grande parte por construções tradicionais, implantado na única plataforma da ilha com dimensão suficiente para suportar um assentamento urbano.
  Devido às características físicas da ilha, a área engloba quase na totalidade a zona em que pode, potencialmente, ocorrer expansão do núcleo urbano.Isto permite um planeamento eficiente da gestão da área em consonância com os objectivos da Reserva da Biosfera.
  Existe um grande potencial para a aplicação de abordagens visando o desenvolvimento sustentável nessa área, através dos canais de comunicação com a população já estabelecidos.Já existem uma série de iniciativas visando o desenvolvimento sustentável encetadas pela população, empresários locais, Município e Governo Regional.
 Assim, compete a todos nós tirar o máximo proveito desta honrosa classificação.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Corvo Reserva da Biosfera-parte I

Desde 2007 que a ilha do Corvo é uma  Reserva Natural da Biosfera.Esta nomeação é um orgulho para a Ilha.Tal só foi possível devido à vontade e empenho do Governo Regional dos Açores e a outras entidades e técnicos.
  Ser Reserva Natural implica uma série de factores, como os geológicos, paisagísticos, ambientais e humanos.
  No Corvo, o cultivo e a criação animal tiveram como resultado uma paisagem humanizada  de significância cultural elevada, mas, mesmo assim, foram preservadas áreas que servem de refúgio para valores biológicos e ecos sistémicos únicos.
  Este factor foi um dos mais importantes para que esta candidatura fosse aprovada.
  Assim, a ilha teve opturnidade para um desenvolvimento sustentável, que alia o progresso económico, a qualidade de vida e a conservação da natureza.
  A UNESCO abriu-nos a porta ao desenvolvimento.Agora cabe-nos a nós fomentá-lo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Desvaneios!!!

Actualmente vivemos num país cheio de contrastes e incertezas quanto ao nosso futuro.
   As  politiquices agudas abundam e os fanatismos são evidentes.As certezas não existem e as incertezas são muitas.
   Vivemos num estado de crise permanente, tanto a nível económico, político e social.
   Só se fala no Orçamento.É uma questão inevitável, mas penso que vai ser aprovado com a abstenção do PSD, que por sua vez está à espera de mais uns meses para apresentar uma Moção de Censura e levar o país a eleições antecipadas e consequentemente chegar ao poder.
   Pela minha parte concordo plenamente,porque pior que estamos é quase impossível.
   No entanto valores fundamentais, como a solidariedade, o humanismo, a honestidade, a solidariedade, a amizade e a educação vão se tornando cada vez mais raros.
  Para mim estes valores são fundamentais.Tento sempre segui-los o melhor que sei e posso.No entanto tenho a noção que não sou perfeito, aliás como ninguém o é.
  Mas há coisas que me custam ver, tais como:
 -Idosos sem abrigo e a passar fome.
 -Crianças abandonadas.
-Abusos sexuais cada vez mais frequentes.
-A deliquència juvenil.
-Famílias que não conseguem pagar as prestações mensais.
-A inveja, a  intriga, a falta de educação, de humanismo e de integridade.
 Agora questiono:O que fazer para mudar isto?
 No meu ponto de vista, temos que ser mais humanos, mais honestos, mais solidários e mais amigos dos carenciados.
Sei que é difícil. mas temos que ter esperança num futuro melhor!
Como portugueses já ultrapassámos muitas crises e todos juntos também vamos conseguir ultrapassar mais esta.
temos e devemos ter fé!!!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Início de um Novo Ano.

Começou hoje o ano de 2011.Para muitos é apenas mais um ano e para outros é realmente um nono ano.
  Renovam-se votos, esperanças e desejos.
  Projectam-se novos desafios, aventuras e apostas.
  Prometem-se novos comportamentos, atitudes e gestos.
  Promete-se tanto e cumpre-se tão pouco...
  Como sou sincero, também prometo e  por vezes não cumpro.
  No entanto, no início de 2010 prometi e consegui cumprir quase tudo.Consegui-o com a ajuda da família, de médicos e de verdadeiros amigos.
  Para mim, a família é a base essencial do nosso bem estar, quer físico, quer psicologicamente.
  Os médicos são fundamentais.
  Os amigos são amigos, nos bons e maus momentos.
  Consegui tanto e tão pouco...
  Consegui ser feliz e fazer outros felizes.
  Consegui sorrir e fazer sorrir.
  Consegui..
  Em 2011, tenho que conseguir continuando conseguir mais:
  A ser melhor comigo próprio e com os outros.
  A sorrir mais.
  A compreender algumas atitudes.
  A perdoar, mas não esquecer o que me fizeram, fazem e provavelmente continuarão a fazer.
  A ser tolerante com os intelorantes.
  A fazer que estes desejos não sejam uma utopia.
  A ser eu, simplesmente eu.
  Em 2011 quero e vou conseguir!!!