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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Início de um novo ciclo: dificulades e ambições

Quando pensamos em iniciar um novo ciclo na nossa vida, seja a que nível for, começámos com grandes expectativas, força de vontade, alegria e determinação.
  No meu caso particular foi exactamente isto que aconteceu.Iniciei e não vou parar.No entanto gostava de esclarecer que esta minha nova fase não tem nada a ver com objectivos financeiros, protogonismos e afins.
  Decidi lutar por uma causa que acho a mais justa e benéfica para o Corvo, Açores e consequentemente Portugal.
  No entanto, e como já calculava, surgiram de imediato os primeiros obstáculos bem reais e vindos de pessoas que pensam que são os únicos donos da verdade, que mandam em tudo e todos, que não admitem intromissões e muito menos ajudas.
  Respeito-os, mas não concordo.
  Por isso, digo-vos que a partir deste momento a minha determinação ainda se tornou maior.
  Sei que não quero, nem vou parar!
  Sei que tenho pessoas que concordam comigo!
  Sei que a vida não para!
   Sei que sim....

Capas dos principais jornais diários do país.







quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tio Pedro Pimentel - ilha do Corvo


Faz hoje precisamente três meses que iniciei este Blogue.Agradeço a todos as vossas visitas e deixo-vos um resumo destes meses de actividade.

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Em jeito de agradecimento repito o post mais visto.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Lenda de Nossa Senhora dos Milagres.

No século XVI, num dia de mar manso, andavam homens a bater a costa à procura de restos de madeira trazidos pelas ondas do mar, para queimar como lenha. Por entre as madeiras que tinham dado à costa viram um pequeno caixote a flutuar na linha da maré. Era um caixote muito bem feito, de madeira clara, já gasta pelo tempo no mar.
Estranhando o objecto, trouxeram-no para fora de água e abriram-no com cuidado. Dentro estava uma pequena imagem de uma Nossa Senhora a que só mais tarde os corvinos vieram a chamar dos Milagres. A notícia do achado correu pela ilha e em pouco tempo as pessoas juntaram-se no local para ver a santinha. Alguém reparou que a imagem tinha uma inscrição: "No lugar onde eu sair, façam-me uma ermida". Imediatamente ficou decidido construir uma ermida localizada no Alto da Rocha para a Nossa Senhora.
Com o passar do tempo, a notícia de que uma imagem da Senhora dos Milagres tinha dado à costa na ilha do Corvo espalhou-se pelas restantes ilhas dos Açores e rapidamente chegou a Lisboa, onde ordenaram que uma nau fosse buscar a imagem para a capital do reino de Portugal. Apesar de revoltados com o acontecimento, os locais não puderam impedir a partida da imagem, que foi levada para um templo de Lisboa, onde ficou em lugar de destaque num altar dourado.
Pouco tempo depois, coisas estranhas começaram a acontecer. Todas as manhãs a imagem aparecia com o manto molhado, como se estivesse estado metida em água. Começou a dizer-se que a água era salgada e que a Nossa Senhora andava pelo mar: a imagem saía do seu altar de talha dourada todas as noites e atravessava o mar para ir para a sua ilha do Corvo, onde gostava de estar, e voltava pela manhã à igreja onde a tinham colocado.
Só a partir destes acontecimentos e quando a noticia chegou ao Corvo e a imagem também é que os corvinhos passaram a chamar a esta imagem de nossa Senhora, Nossa Senhora dos Milagres.
Preocupados com o acontecimento inexplicável, os padres da igreja onde a imagem se encontrava decidiram enviá-la de volta ao Corvo. Quando a imagem de Nossa Senhora dos Milagres voltou à ilha, foi recebida com grande alegria pela população que a voltou a colocar na sua ermida sobre a rocha, sobranceira ao Porto da Casa, local onde tinha aparecido e queria ter a sua morada. Dali, acredita-se, passou a proteger os corvinos e a fazer muitos milagres.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Lenda do Cavaleiro.

A lenda iniciou-se após 1452, quando os primeiros navegadores que navegavam para Ocidente a partir de Portugal continental avistaram aquela que veio a ser chamada de Ilha do Corvo. Afirma que, ao aproximarem-se da nova terra avistada, os navegadores viram sobre a parte mais alta de um monte uma estátua equestre.
O alazão apoiado nas patas traseiras, com as patas dianteiras levantadas no ar a apontar para o noroeste, apontava para a frente, para mostrar o caminho do Novo Mundo. O cavaleiro empunhava uma espada num braço erguido. Ambos tinham sido esculpidos no basalto negro vulcânico, pedra mãe do substrato da ilha do Corvo.
Esta estátua teria sido mandada retirar por Manuel I de Portugal para ser levada à sua Corte. No entanto, ao ser transportada numa nau, a estátua naufragou junto com a embarcação que a transportava. Dela apenas restam lendas, histórias e registos nas Crónicas de João III de Portugal e de Damião de Góis

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O prazer de viver no Corvo.

Digo-vos que para mim é um prazer, um orgulho, uma experiência única, uma sensação de paz e felicidade viver aqui.
  Por tudo isto, digo-vos que quero e vou contribuir, para que ainda se torne melhor viver neste paraíso.




  Não sei quando, nem como, mas sei que o farei com os pés bem assentes na terra.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

e continua o mau tempo...

Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores emitiu esta sexta-feira um alerta devido à previsão de vento forte e ondas até sete metros nas ilhas dos Grupos Ocidental e Central do arquipélago.
No Grupo Ocidental (Flores e Corvo), a previsão do Instituto de Meteorologia aponta para ondas de oeste de seis a sete metros desde o final da manhã de hoje até às 12:00 de domingo.

Nestas duas ilhas, esperam-se também períodos de vento forte de sudoeste, rodando para oeste, entre as 18:00 de hoje e as 10:00 de sábado.

Relativamente ao Grupo Central (Terceira, Faial, Graciosa, Pico e S. Jorge), a previsão aponta para agitação marítima com ondas de oeste de seis a sete metros, desde o final da manhã de hoje até às 12:00 de domingo.

Este agravamento do estado do tempo é originado por uma depressão complexa centrada sobre o Atlântico, que tem gerado um fluxo relativamente intenso, segundo o alerta da Protecção Civil, que recomenda à população que adopte as precauções habituais nestas alturas.

A Protecção Civil dos Açores alerta especialmente os pescadores para que “redobrem os cuidados e a atenção” durante a faina.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Eu...e os MEUS ERROS

Desde que iniciei a minha actividade no FB, sempre fiz questão de partilhar muito de mim.Hoje, vou falar-vos de um assunto que me marcou profundamente e ficará para sempre na minha memória.
 Como qualquer humano cometo erros e cometi um(embora quase chamaria doença) que vou partilhar convosco:
  Desde 2005que comecei a tomar calmantes e à medida que os anos iam passando, oconsumo também ia aumentando.A isto juntou-se o álcool, o que evidentemente passou a constituir uma autêntica "bomba".
  Durante praticamente esses anos só com contei com a ajuda da minha família(principalmente da minha esposa) e de muitos, mas muitos poucos amigos.
  Em Junho de 2009, finalmente resolvi admitir a "doença" e iniciei tratamento psiquiátrico.Hoje. sinto-me excelentemente bem, apesar de ainda tomar quatro antidepressivos diários e nunca mais toquei em nenhuma bebida alcoólica.
  Agora sinto-me preparado para iniciar um novo ciclo:quero contribuir para o desenvolvimento da minha ilha, para o bem estar das pessoas, para que o Corvo se torne cada vez mais conhecido,No entanto, a minha família estará sempre em 1º lugar.
  Contudo há gente que me fecha todas as portas.Gente que nunca deu nada à ilha, mas que se julgam superiores aos outros.
  Por muito que tente não queria desistir, mas...
  Será que por termos errado no passado, não temos direito a uma segunda opturnidade?
  Sei que depois de publicar esta nota, provavelmente muitos deixarão de serem meus amigos.Respeito e desejo-lhes as maiores felicidades pessoais e pro

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Secretaria da Escola do Corvo encerrada por falta de funcionários



 Por mais que tente, definitivamente há coisas que não consigo compreender.
  Estou a referir-me ao facto de presentemente a secretaria da nossa Escola estar encerrada. por não ter (um!!!!) único funcionário.
  Até à relativamente pouco tempo existiam três funcionários.Depois passaram a dois, a um e desde o dia 6 do corrente a nenhum...
  Não é minha intenção culpar ninguém directamente, mas é mais que evidente que houve "politiquices" neste caso.
  Como cidadão, pai e encarregado de educação, lamento profundamente toda esta situação e os transtornos que causa a professores, alunos e encarregados de educação.
 Uma situação como esta é INADMISSÍVEL.
  Urge apurar responsabilidades e resolver o problema o mais rápido possível.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Programa 60+

Antes de publicar o texto esclareço o seguinte.O Autor do mesmo é o Dr.Paulo Estêvão.Não me revejo na política dele, mas neste caso concordo absolutamente com as suas declarações.
 

     Programa 60+ foi criado em 2008 e permite aos residentes nos Açores, com mais de 60 anos e fracos recursos financeiros, visitar durante uma semana, entre Setembro a Maio, todas as ilhas da coesão, com excepção do Corvo”, afirmou Paulo Estêvão, que é também o único deputado regional eleito pelo PPM nos Açores.

Paulo Estêvão anunciou já ter entregue no parlamento regional um projecto de resolução para "forçar a integração" neste programa de mobilidade sénior da mais pequena ilha dos Açores.

Na sua perspectiva, a actual situação representa "uma discriminação e um castigo incompreensível para a população" do Corvo, que não pode receber estes turistas.

Paulo Estêvão recordou que, "por apenas 25 euros, os participantes têm direito a passagem aérea, regime de pensão completa e programas de animação cultural e visitas".

“E que não se diga que não temos camas suficientes, pois o governo regional chumbou todas as propostas apresentadas pelo PPM para reforçar a oferta de camas”, frisou.

A proposta do líder e deputado regional do PPM é que este programa de mobilidade sénior seja "adaptado" para que o Corvo "receba grupos mais pequenos", frisando que a ilha "precisa urgentemente de criar riqueza e empregos".
Lusa/AO online

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Breve nota sobre a história do Baldio do Corvo.

O Baldio foi tirado aos corvinos em 1970, que o utilizava gratuitamente.Foi entregue, na sequência do que aconteceu no resto do país aos Serviços Florestais, que passaram a cobrar emolumentos pela sua utilização.Indignados os corvinos, uniram-se  e em massa acabaram por expulsar os guardas.
  O 25 de Abril, não conseguiu enquadrar juridicamente o seu funcionamento e assim acentuou-se a degradação dos terrenos.
  No entanto, em 6 de Maio de 1995, o baldio foi devolvido aos corvinos.Os homens eufóricos, subiram logo à montanha e começaram por organizar a distribuição das tarefas.
  Os que possuíam menos de 5 cabeças de gado davam 3 dias de trabalho por ano, os que possuíam de cinco a dez, seis dias, os que possuíam de dez a quinze nove dias.Dias tirados ao descanso, para a recuperação da área.
  Os baldios ocupam mais de metade da terra e alimentam mais de mil vacas.
  A população participava em peso(infelizmente hoje, já não é bem assim).Lavava bebedouros, erguia cercas, limpava valas, dividia perímetros e socorria os animais.A Câmara dava o cimento e a areia necessários às obras.
  Actualmente o Baldio tem uma direcção que faz tudo para que este se mantenha no melhor.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Filarmónica Lira Corvense (parte III )

Nos últimos anos da década de 1930, a filarmónica "União Musical Corvina" passou por graves divisões internas, as quais motivaram iguais  querelas entre os corvinos.Tratava-se, certamente, de um conflito de gerações, também existente numa pequena comunidade como era o Corvo nessa ocasião, composto por cerca de 650 pessoas.
  A partir daqui criou-se uma nova filarmónica, intitualada "Filarmónica Lira Corvense".Foi oficialmente criada a 4 de Novembro de 1938.
  Com a experiência já adquirida, em Setembro de 1939, participa na festa de Nossa Senhora da Ajuda, na freguesia da Fajã Grande (ilha das Flores), onde actuou ao lado da  "Filarmónica União Portuguesa da Califórnia".
  Foi assim que se iniciou-se a Filarmónica  que ainda existe actualmente, mas passando por graves problemas, quer por falta de tocadores, mas essencialmente, por motivos financeiros.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A "Filarmónica União Musical Corvina" (Parte II )

Os primeiros ensaios da Filarmónica, começaram em Setembro de 1918.
  Dos vários corvinos que terão sido músicos fundadores da Filarmónica, recordam-se os seguintes nomes: António Nunes Canoca, Pedro Penedo da Rocha, José Vicente, José Tomaz, António Tomaz Eugénio, Manuel Coelho de Fraga, José Augusto Fraga e Roberto Mendonça.
  Anos depois continuaram a entrar novos membros e a dar uma nova dinâmica à Filarmónica.No entanto, não devia ser fácil a evolução musical da filarmónica Corvina, face às suas poucas possibilidades de se exibir.No entanto, a opturnidade havia de chegar e em Setembro de 1919, foi convidada para ir abrilhantar as festas de Nossa Senhora da Saúde, na vizinha ilha das Flores.
  Esta deslocação constituiu a sua primeira actuação fora da ilha do Corvo.
  A partir desta data, a filarmónica Corvina quase todos os anos actuava na ilha das Flores, onde se deslocava em embarcações de tráfego local.Estas deslocações à ilha das Flores, serviam como grande incentivo aos respectivos músicos.