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terça-feira, 3 de maio de 2011

Novo Representante daRepública nos Açores.

O novo representante da República para os Açores, Pedro Catarino, manifestou-se ontem na chegada à região “determinado a desenvolver um diálogo permanente, uma relação correcta, positiva e construtiva” com os órgãos de governo do arquipélago.
“Os princípios da unidade do Estado e da autonomia político-administrativa da região são altamente mobilizadores, coexistem e reforçam-se mutuamente e, mais do que apenas conciliáveis, são verdadeiramente conciliáveis”, afirmou Pedro Catarino na sua primeira intervenção pública nos Açores.
O representante da República, que falava numa cerimónia na Base das Lajes, na Terceira, disse estar “ciente que a autonomia corresponde aos anseios e aspirações e a uma vontade firme e bem enraizada dos açorianos e é fruto de uma longa caminhada constante e determinada”.
Nesse sentido, assegurou que vai agir com “toda a prudência e ponderação que os assuntos de Estado exigem”, sublinhando que o fará com “toda a independência, isenção e rigor no quadro da Constituição da República”.
Para Pedro Catarino, “a coesão, a solidariedade e a unidade nacional” vão constituir “a pedra de toque e os pontos cardeais” da sua acção, tal como “a autonomia consagrada na Constituição e no Estatuto Político-Administrativo”.
O representante da República prometeu assumir responsabilidades “nos estritos limites” das suas competência e respeito “escrupuloso” das atribuições e competências dos órgãos de governo próprio dos Açores.
Pedro Catarino salientou ainda “o espírito de cooperação e trabalho conjunto” para promover o prestígio de Portugal e dos Açores, que todos desejam num elevado nível”, preconizando “não haver outro caminho”.
O novo representante da República para os Açores foi investido nestas funções a 5 de Abril pelo Presidente da República, substituindo o juiz conselheiro José António Mesquita. Embaixador de carreira, Pedro Catarino foi o chefe da delegação portuguesa às negociações para a renovação do Acordo das Lajes, que culminou em 1995 na assinatura do novo Acordo de Defesa e Cooperação entre Portugal e os EUA.
Na sua intervenção à chegada aos Açores, destacou “a importância estratégica da Base das Lajes ao longo do século XX”, reafirmando que “continua manter a sua relevância estratégica sem alternativa que a possa substituir”.
“Este facto, não tenhamos dúvidas, constitui um factor permanente de grande peso na política externa do nosso país e da nossa aproximação com os EUA”, sustentou.
Pedro Catarino foi recebido no Terminal Militar da Base das Lajes pelos responsáveis políticos e militares regionais e pelas autoridades locais, tendo passado revista à guarda de honra militar formada por pelotões da Marinha, Exército e Força Aérea.
                                                                                                      
in "Correio dos Açores"

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