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terça-feira, 19 de julho de 2011

Acreditem que compreendo este testemunho.


A experiência da depressão
Para quem se sente tão no fundo do poço que já não vê qualquer luz, alegria é algo que parece ter ido para nunca mais voltar. O sentimento de inutilidade, de “não sirvo para mais nada”, a falta total de disposição para tudo leva, a cada momento, mais para o fundo do poço; essa sensação vai se tornando cada vez mais devoradora das poucas forças que ainda se tenha.
Não sou psiquiatra nem psicóloga, mas tenho uma “certa experiência” no tema da depressão. Digamos que convivi com ela, em sua fase mais aguda, por mais de 7 anos e ela ainda convive comigo, 24horas por dia! Sem dúvida, agora, graças a Deus, já com características mais leve.
Quem passou por uma depressão grave entenderá melhor do que ninguém o porquê da necessidade tão grande de sentir-se apoiado, compreendido, querido: é realmente uma questão de sobrevivência! Quando nem você se aguenta a si mesmo, quando gostar de si parece ser impossível, a necessidade de que os outros nos queiram, nos façam companhia, respeitando nossa dor; a necessidade de que compreendam que a situação em que vivemos não é uma questão de moleza nem de covardia, tudo isso é como oxigénio para continuar respirando, oxigénio para sobreviver!
Nessa terrível e indescritível situação, não se consegue sequer pensar que ainda exista quem possa ficar ao nosso lado; isto sem falar de que nos sentimos sem capacidade de amar quem quer que seja, parece que só conseguimos ferir e magoar. É incrível, mas se chega a pensar que amar aos outros como a si mesmo é um mau negócio para os outros, porque a medida do amor a nós mesmos é ínfima.

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