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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como consegui deixar de fumar (III)

A DETERMINAÇÃO, surgiu depois da motivação e da ajuda. Cada  vez  comecei a ficar convencido e a convencer-me que se calhar até era capaz.O problema é que ainda não sabia quando, nem como.
   Continuava lendo, pesquisando, pensando, refletindo e a pensar que se outros tinham conseguindo, será que também não era capaz de o fazer!!!
   Além disto, a minha mulher, os meus filhos e os meus amigos continuavam a "massacrarem-me", a incentivar-me, a dizer que sim, sempre que sim e lentamente notei que cada vez estava mais perto da...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Como consegui deixar de fumar (II)

Sentia-me motivado, mas também tinha a noção que ainda não conseguia, que precisava de AJUDA.Avancei então para esta segunda fase.
   Tive neste processo três grandes ajudas:
   - a família.
   - os amigos.
   - o google.
   A minha mulher e os meus filhos foram incansáveis.Fizeram os possíveis e impossíveis para que conseguisse.
   O Google foi a ferramenta onde pesquisei tudo.Passei horas a ler testemunhos de ex-fumadores, a ver imagens chocantes, a consultar linhas de apoio(que nunca cheguei a utilizar), a ver medicamentos, pastilhas, pensos, etc, etc...
   Por fim, mas confesso que o mais importante foi a ajuda de três amigos micalenses (que para mim já são como fossem da minha família) e que faço questão de os mencionar: O Luis Gonzaga Simas Raposo, o Manuel Botelho e o Carlos Augusto César.
   Através do Skype comecei a falar com eles quase diariamente; desabafava, falava-lhes do meu desejo, maçáva-os constantemente e lá estavam eles sempre dispostos a ouvirem-me e também a "massacrar-me" para deixar, a incentivar-me, a dar exemplos, tesmunhos, tudo.....
  Este processo durou sensivelmente 3 meses.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Como consegui deixar de fumar (I)

Com estas mensagens quero apenas deixar o meu testemunho de como consegui definitivamente parar de fumar mais de 90 cigarros diariamente.
   Não tenho como objectivo "ensinar" nada a ninguém e já agora também vos digo que para não ser maçador vou dividir a minha experiência nas fases que acho que foram fundamentais.
   MOTIVAÇÃO:
   É o primeiro passo para quem realmente quer deixar de fumar.Este processo vai surgindo lentamente.Os primeiros "sintomas" surgiram quando me apercebi que estava exagerando, quando pensei que já fumava à mais de trinta anos.Houve também os aspectos físicos, como o cansaço, alguma tosse, quando senti que estava a perder qualidade de vida.Outro factor que para mim foi muito importante(por mais incrível e ridículo que possa parecer) foi também os dedos andarem constantemente amarelos.
   Neste ponto comecei a pensar seriamente que realmente tinha que deixar de fumar, mas ainda não acreditava que conseguisse...

domingo, 25 de setembro de 2011

Cultura


Confesso-vos que não me recordo de um fim de semana em que tenha havido no Sábado a projecção de um filme e no Domingo.No entanto, neste fim de semana houve a exibição do filme "É na Terra, não é na Lua", do realizador Gonçalo Tocha e no Domingo do documentário "Corvo- Reserva da Biosfera, da autoria da Direcção Regional do Ambiente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Visita do Presidente da República ao Corvo



   O Presidente da República visitou hoje a ilha do Corvo.Nesta visita estava acompanhado do Presidente da Assembleia Legislativa Regional e do Presidente do Governo Regional.
   Aníbal Cavaco Silva, chegou à ilha às 12 horas e partiu às 15.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Aguardando...

Energias renováveis vão substituir esquentadores a gás no Corvo
Regional | 2011-09-06 12:06
Os tradicionais esquentadores a gás vão ser substituídos na ilha do Corvo por equipamentos que utilizam energias renováveis, num projecto da autarquia que, além das vantagens ambientais, permitirá poupanças às famílias da mais pequena ilha dos Açores.
Manuel Rita, presidente da Câmara do Corvo, disse hoje à Lusa que a instalação dos equipamentos deve começar antes do final do ano, na sequência de um concurso que será lançado em meados de Outubro.

Este processo permitirá substituir os esquentadores a gás por equipamentos alimentados por painéis solares ou termodinâmicos ou por bombas de calor.

No total, segundo Manuel Rita, existem 154 aparelhos para montar nos lares do Corvo, onde "apenas quatro ou cinco casas é que não quiseram aderir" a este processo de reconversão energética.

"A instalação dos equipamentos que vão substituir os esquentadores a gás será gratuita, as pessoas não têm que pagar mais nada por isso", afirmou o autarca, acrescentando que o processo envolve um investimento total de 700 mil euros.

A ilha do Corvo, com cerca de 400 habitantes, é a única do arquipélago dos Açores totalmente dependente de combustíveis (gás butano, gasóleo e gasolina) transportados por via marítima, o que tem elevados custos associados, além dos riscos de ruptura decorrentes do mau tempo no inverno.

Manuel Rita salientou que a substituição dos esquentadores a gás permitirá aos corvinos uma poupança no gás que consomem, mas também reduzirá os custos assumidos pelo Governo Regional, que paga 24 euros pelo transporte de cada garrafa de gás de S. Miguel para o Corvo.
                                                                                                                           in "AO"

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vivendo no Corvo.

Reproduzo com a devida autorização um texto da professora Telma Ferreira, que lecionou no Corvo, no ano lectivo de 2010/2011, uma Ribatejana de gema.
  
  
Vivendo no Corvo

Sou continental, ribatejana de gema e cheia de orgulho. Jamais me esquecerei das minhas origens, mas há muito que me rendi aos Açores. Foi neste arquipélago que decidi viver, assim me deixem... habituei-me ao som do mar, ao verde resplandecente, às gentes simples, à falta de agitação.
Passados 2 anos na ilha de São Jorge, que me encheu as vistas do verde intenso e me viciou nas tradições e costumes açorianos, mudei-me para o Corvo por um ano. Fui com sacrifício, pensei que a vida estava mais uma vez a pôr-me à prova, que não era justo, mas não iria ceder, e o amor à profissão falou mais alto que as limitações que me impunham outros conterrâneos açorianos em pintar de preto e branco a ilha mais pequena dos Açores.
Colegas de viagem nem por isso animavam o cenário e eu estava irremediavelmente sozinha…mais uma vez! Lembro-me que chegamos todos com um sentido de missão e em poucos rostos reflectia alegria, estava assustada! A chegada revelou-se pior que a partida e eu só pensava que tinha chegado ao fim do mundo, pois nem casa havia em que me pudesse alojar. A simpatia de uma colega fez-me esquecer a falta de táxis e o carro novo que não justificava transportar…mais uma vez estava a adiar a minha vida!
Fiquei num quarto onde permaneci por todo o ano lectivo, tinha por companhia uma corvina “sem papas na língua” com quem simpatizei de imediato. No entanto, era tudo muito estranho para mim e depressa fiquei com excesso de informação acerca das várias limitações da ilha… mas será que não há nada bom?! Pior é que todos os avisos eram bem mais simpáticos do que poderia supor.
Excesso de trabalho para ocupar a cabeça, mas pouco para fazer para me distrair do trabalho! Como sempre acontece quando me sinto triste, a primeira reacção é fechar-me sobre mim mesma e desconfiar de tudo e todos, não saí nas primeiras semanas e pensava que qualquer coisa seria melhor que o mísero Café que me apresentavam e as escassas “regalias” existentes. Para mim aquilo estava a ser uma pena a cumprir completamente exilada! Trabalho e mais trabalho, quase nem tinha tempo para respirar e o grupo de pessoas com que me relacionava resumia-se aos colegas de trabalho que estava farta de ver todos os dias, mas vendo bem…numa ilha com 400 habitantes dificilmente me escapava quem quer que fosse, não conhecias os nomes, mas reconhecia os rostos. E eu que sempre me julguei saloia, achava que aquilo começava a ultrapassar as minhas capacidades mentais! Contudo, eu sabia que nem que as lágrimas fossem de sangue, não ia desistir!
Comecei por sair a medo, estudando o que me rodeava e se a mim não me surpreendia, confesso que será preciso ter muita imaginação. E é pela imaginação que tudo começa….
A pouco e pouco fui-me introduzindo na terra, misturando-me com as gentes que da adversidade fizeram convicção, que das dificuldades enfrentaram a estranheza do mundo e se orgulham do pedaço de chão que lhes coube em sorte… amar com convicção, fazer pelo coração de gostar tão calorosamente e de receber quem não conhecem, na dureza dos corações para onde temos de desbravar caminho. Dizem que os corvinos são desconfiados…talvez sejam, acima de tudo acho que não gostam da falta de humildade, que não gostam que maltratem a sua ilha, aquela que escolheram ficar e os que não ficaram na sua lembrança a levaram.
Em jeito de brincadeira, com os meus próprios familiares, dizia que para sitio pior não poderiam ter-me mandado, mas que ainda que percebendo as muitas condicionantes da ilha, eu gostava de estar ali. Todos reclamávamos pelo que não podíamos fazer pelo que não havia… não há cinema, não bares, não há uma discoteca (pelo menos com esse nome), não há estradas para percorrer, e nem há assim tantos sítios para visitar….mas há imaginação, e alguém me disse que quando não há, arranja-se! E arranjou…devo a esta ilha muitos dos meus bons amigos, daqueles que nunca esquecerei, daqueles que não quero perder, daqueles mesmo a sério… devo a esta ilha uma família de adopção (logo eu que nunca fui dada a essa coisa de amor e carinho), recordações fantásticas e aventuras que não me canso de contar. As lágrimas que chorei à chegada, são muito mais sentidas à partida. Vim embora com vontade de ficar e com o secreto desejo que o destino me devolva aquele ponto de terra e àquelas gentes que admiro pela lealdade com que se agarram ao chão. E porque a palavra saudade para mim já não é a preto e branco, mas tem sabor a chuva, porque “há gente que fica na história da gente”… eu prometo que volto e voltarei sempre, porque no Corvo eu já fui feliz!!!