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domingo, 9 de outubro de 2011

Uma excelente iniciativa

Projecto inédito vai proteger zonas de nidificação de aves no Corvo :

  
A ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, acolhe um projeto pioneiro na Europa, que envolve a construção de uma vedação contra predadores para proteger as zonas de nidificação, criando uma área reservada única no hemisfério Norte.
“Acreditamos que o índice de nidificação na zona que vai ficar reservada será muito superior ao do restante território da ilha do Corvo ou mesmo ao do restante território do arquipélago dos Açores”, afirmou Frederico Cardigos, diretor regional dos Assuntos do Mar, em declarações à Lusa. A vedação em rede, que abrangerá uma área de três hectares, está a ser instalada na denominada Reserva Biológica de Baixa Altitude, na zona da Ponta do Topo, com o objetivo de impedir a entrada de gatos e ratos, entre outros predadores. A iniciativa está integrada no projeto ‘Ilhas Santuário para Aves Marinhas’, financiado pelo Programa LIFE+ da Comissão Europeia, coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e pelo Governo dos Açores, envolvendo ainda a Royal Society for the Protection of Birds e a Câmara Municipal do Corvo. Para Frederico Cardigos, este projeto pioneiro vai também permitir a realização de outras “experiências científicas” que necessitam de territórios isolados, além de poder “atrair” mais turistas vocacionados para a à conservação da natureza, já que se trata da “única zona reservada anti-predadores existente do Hemisfério Norte”. A vedação que está a ser colocada no Corvo apresenta características próprias, não sendo usual no mercado europeu, estando a sua instalação, orçada em 150 mil euros, a cargo de uma empresa da Nova Zelândia. Depois de colocada a vedação, a reserva será monitorizada diariamente pelos técnicos ligados ao projeto, que contarão também com o apoio de alguns equipamentos que serão instalados no local. Nesse sentido, está prevista a instalação de dispositivos de fotografia automática para identificação de eventuais intrusos, assim como a colocação de dispositivos de captura, tendo em vista “erradicar os felinos e os roedores deste espaço”. “Estamos também a equacionar a possibilidade de colocar uma câmara num sítio estratégico, mas mais como um espaço de divulgação e promoção do projeto e dos seus resultados e não tanto para a monitorização”, afirmou Frederico Cardigos, acrescentando que seria “impossível” filmar toda a vedação.
 AO/Lusa

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