calendário

domingo, 27 de maio de 2012

Festa do Espírito Santo- 27/05/2012

                                          O Altar.
                                          O Mordomo e as rainhas.
                                          A Coroação.
                                         As sopas.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Hotel dos Cagarros.

O "Hotel dos Cagarros", com uma centena de ninhos e vista para o mar, foi criado no Corvo, Açores, num projeto pioneiro a nível mundial que visa criar uma colónia para aves marinhas sem predadores.
A Reserva Anti-Predadores para a Nidificação de Aves Marinhas abrange uma área com cerca de um hectare na Ponta do Topo, vedada por uma rede fabricada por uma empresa especializada da Nova Zelândia, que impede a entrada de gatos e ratos.
“Esta zona da ilha está fechada desde outubro e o controlo que realizamos mostra que não há predadores no interior da vedação”, afirmou Luís Costa, diretor executivo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), em declarações à Lusa.
Este projeto pioneiro para a conservação das colónias de aves marinhas nos Açores através da recuperação do seu habitat e de medidas de controlo e erradicação de espécies invasoras integra o programa ‘LIFE Ilhas Santuário para as Aves Marinhas’, coordenado pela SPEA em parceria com a Secretaria Regional do Ambiente, Câmara do Corvo e Royal Society for the Protection of Birds.
Este santuário não é exclusivo dos cagarros, destina-se também a outras aves, como os estapagados ou os frulhos, que pesam apenas 200 gramas, mas são capazes de viajar 2.200 quilómetros e mergulhar a 23 metros de profundidade.
“O objetivo é que venham para aqui todas as aves que são perseguidas por predadores e que já são raras nos Açores”, salientou Luís Costa.
Os terrenos onde foi criada a reserva foram escolhidos por terem condições para a nidificação das aves, mas também por não terem uso agrícola, estando em curso a recuperação da flora endémica.
“Estamos a ficar com a vegetação própria deste local e esperamos que, se o habitat natural for recuperado, possam vir a aparecer outras espécies de plantas”, frisou Frederico Cardigos, diretor regional dos Assuntos do Mar, destacando a importância dos esforços em curso para criar condições para a nidificação de aves marinhas naquela zona.
Por agora, os responsáveis estão satisfeitos por algumas aves terem estado no local a “explorar” as condições existentes, esperando que, na próxima época de nidificação, o ‘hotel’ tenha uma boa ocupação.
A pequena ilha do Corvo foi escolhida para esta iniciativa inovadora a nível mundial para testar métodos de erradicação de predadores e plantas invasoras pela sua localização geográfica e por ter um habitat privilegiado para a nidificação de aves marinhas.
O Corvo tem a maior população de cagarros nos Açores, é uma das duas ilhas do arquipélago onde nidificam os estapagados e acolhe frulhos nas suas encostas mais inacessíveis.
O sucesso deste projeto permitirá ter populações mais robustas de aves marinhas, que já ocuparam aos milhares as ilhas e ilhéus do arquipélago e atualmente estão reduzidas a pequenos ilhéus e falésias remotas.
A exceção é o cagarro, já que mais de metade da população mundial desta ave nidifica todos os anos nos Açores.
                                                                                              (Açoriano Oriental)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Geologia




A ilha localiza-se sobre a placa tectónica norte americana, a oeste do rifte da Crista Média Atlântica (sigla CMA), edificada sobre fundo oceânico com cerca de 10 milhões de anos. As ilhas das Flores e do Corvo emergem do mesmo banco submarino, de orientação NNE-SSO. A sua tectónica é controlada por falhas orientadas aproximadamente Norte-Sul, paralelas à Crista Média Atlântica e por falhas transformantes com direcção Oeste-Este, que segmentam o vale do rifte. A ilha corresponde a um vulcão do tipo central, que começou a emergir há cerca de 730 mil anos. O colapso da cratera terá ocorrido há 430 mil anos. Antes da formação da cratera, estima-se que o cone central teria cerca de 1 000 metros de altitude.
Aliado à erosão marinha, a ilha enfrenta erosão provocada pelos ventos dominantes de nordeste e oeste. As vertentes do vulcão encontram-se parcialmente preservadas nos flancos Sul e Leste (com altitudes entre 150 a 250 metros), muito reduzidas pelo recuo das arribas litorais a norte e completamente ausentes a oeste (com altitudes entre 500 a 700 metros). O recuo das arribas já alcançou o bordo oeste da caldeira. Na vertente sul, sobressaem cones secundários – Coroínha, Morro da Fonte, Grotão da Castelhana e Coroa do Pico – que se encontram bem preservados da acção erosiva, responsáveis pelo derrames basálticos que formaram a fajã lávica (com altitudes entre 10 a 60 metros).
A extremidade noroeste da ilha constitui a Ponta Torrais, saliente e notável, em espinhaço aguçado e com cristas pontiagudas, tendo na sua face norte um pequeno ilhéu cónico, o ilhéu dos Torrais. Na costa norte e noroeste existe outro pequeno ilhéu, o Ilhéu do Torrão, e alguns recifes submersos perigosos para a navegaçã

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Navio "Lima"

Características e curiosidades:
   Tipo ... Navio misto de 1 hélice
Construtor ... Furness, Withy & Ca. Lda
Local construção ... West Hartlepool - Inglaterra
Ano de construção ... 1907
Ano de abate ... 1969
Registo ... Capitania do porto de Lisboa, em 28 de Maio de 1923, com o número 405 E
Sinal de código ... C S A Z
Comprimento fora a fora ... 111,55 m
Boca máxima ... 13,74 m
Calado à proa ... 7,45 m
Calado à popa ... 7,45 m
Arqueação bruta ... 4.055,93 Toneladas
Arqueação Líquida ... 2.469,56 Toneladas
Capacidade ... 3.635 m3
Porte bruto ... 4.411 Toneladas
Aparelho propulsor ... Uma máquina de triplice expansão, com 3 cilindros, construída em 1907 por Richardson, Westgarth & Co.,Ld., em Hartlepool - Inglaterra. Três caldeiras, com 3 fornalhas cada, para a pressão de 14,0 K/cm2.
Potência ... 2.700 cavalos
Velocidade máxima ... 12,5 nós
Velocidade normal ... 12,0 nós
Passageiros ... Alojamentos para 6 em classe de luxo, 64 em primeira classe, 64 em segunda. e 83 em terceira, no total de 217 passageiros.
Tripulantes ... 86
Armador ... Empresa Insulana de Navegação - Lisboa

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Igreja de Nossa Senhora dos Milagres.

O templo, erguido em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, à excepção do soco, dos cunhais, da cornija e das molduras dos vãos, pintados de cor cinzenta. Na fachada principal, de frontaria simples, destaca-se um portal axial encimado por uma moldura. No interior desta existe uma placa de pedra com a data de "1795", data da primeira construção, ladeada por duas janelas. É rematada por um frontão encimado por uma cruz em pedra. A cobertura apresenta-se com duas águas e coberta por telha de meia-cana de produção industrial.
Ainda no exterior, pelo lado direito ergue-se a torre sineira, de planta rectangular. Nela se rasgam os vãos do campanário em arco de volta perfeita, e é encimada por um coruchéu facetado com pináculos sobre os cunhais.
Internamente apresenta uma única nave, dotada de sacristia e de um baptistério localizado do lado da epístola. O púlpito encontra-se localizado do lado do Evangelho.
Ao fundo da nave encontram-se dois altares, um sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo (do lado do Evangelho) e outro do Sagrado Coração de Jesus (do lado da Epístola).
A imagem da padroeira é Nossa Senhora dos Milagres, de origem flamenga, e remonta ao século XVI. De acordo com a lenda local, a pequena imagem foi encontrada no mar. Destaca-se pelo seu talhe e pelos magníficos adornos com que foi dotada ao longo dos séculos: coroa e rosário de ouro, capas e mantos de seda recamados de ouro.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa.

O nome Páscoa (do hebraico Pessach significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.
  
Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesah, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.
  
A Páscoa cristã celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Lenda do Cavaleiro.

A Lenda do Cavaleiro é uma tradição oral da ilha.Está ligada à descoberta dos Açores com base nos mitos que envolviam as ilhas do Grupo Ocidental.
   A lenda iniciou-se após 1452, quando os primeiros navegadores que navegavam para Ocidente
 a partir de Portugal continental avistaram aquela que veio a ser chamada de Ilha do Corvo. Afirma que, ao aproximarem-se da nova terra avistada, os navegadores viram sobre a parte mais alta de um monte uma estátua equestre.
   O alazão apoiado nas patas traseiras, com as patas dianteiras levantadas no ar a apontar para o noroeste, apontava para a frente, para mostrar o caminho do Novo Mundo. O cavaleiro empunhava uma espada num braço erguido. Ambos tinham sido esculpidos no basalto negro vulcânico pedra mãe do substrato da ilha do Corvo.
   Esta estátua teria sido mandada retirar por Manuel I de Portugal para ser levada à sua Corte. No entanto, ao ser transportada numa nau, a estátua naufragou junto com a embarcação que a transportava. Dela apenas restam lendas, histórias e registos nas Crónicas de João III de Portugale de Damião de Góis.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Via Sacra ao vivo




Realizou-se no Domingo, dia 25 de Março pelas 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora uma Via Sacra ao vivo.Participaram crianças, jovens e adultos.

                                                                                             (fotos de Cátia Nunes)

terça-feira, 27 de março de 2012

Retrato da vida do Corvo em filme.

O realizador Gonçalo Tocha esteve mais de um ano a registar a vida na ilha açoriana do Corvo, condensando esse trabalho no documentário "É na terra não é na lua", que se estreia na quinta-feira, nos cinemas.

Gonçalo Tocha iniciou o projeto "É na terra não é na lua" em 2007 e esteve quatro anos a tentar fazer um filme a partir das imagens que recolheu em "um ano e meio de idas e voltas" à pequena ilha açoriana.
Em declarações à Lusa, o realizador explicou que, na rodagem, acabou por fazer algo como um "arquivo contemporâneo em movimento", com a equipa a filmar tudo o que conseguia.
A ilha do Corvo "é dos poucos sítios no mundo, como é uma microcomunidade, fechada em si própria, onde é possível ter esta ideia meio louca de tentar filmar tudo", acredita Gonçalo Tocha.
Perante um "arquivo gigante", Gonçalo Tocha optou por fazer "uma espécie de diário", algo "em construção". Daí a opção pelos capítulos, que vão deixando o produto final "em aberto".
Da experiência de rodagem e da vivência de tantos meses na ilha, Gonçalo Tocha recorda "um sítio claustrofóbico", que provoca "uma ambiguidade de sentimentos", entre a "paixão enorme por aquele lugar no meio do Atlântico" e "alguma alergia, quase, a certos comportamentos de vida".
"É muito difícil entrar no Corvo para filmar", relatou. Foi pela "continuidade" que a equipa conquistou a ilha: "De repente começamos a pertencer, já não interessava se estávamos com a câmara ou não".
O documentário, premiado no DocLisboa, chegou a ser exibido no ano passado para os habitantes do Corvo e já percorreu vários festivais internacionais, nomeadamente na Suíça, onde recebeu uma menção honrosa no Festival de Locarno, Dinamarca, Canadá e Chile.
Feita a estreia comercial, "É na terra não é na lua" será exibido em abril e maio em seis festivais, quase todos em competição internacional, no Brasil (Festival Internacional Documentário de São Paulo e Rio de Janeiro), Argentina (BAFICI), Estados Unidos (San Francisco International Film Festival), Coreia do Sul (Jeonju International Film Festival) e Espanha (Documenta Madrid).
De 14 a 21 de abril integrará a seleção do Panazorean International Film Festival, em São Miguel, Açores.
Gonçalo Tocha, nascido em 1979, assinou em 2006 a primeira longa-metragem, "Balou", premiado no ano seguinte no festival IndieLisboa.
Lusa/Aonline

segunda-feira, 26 de março de 2012

Curiosidade.

Registo de baptismo de uma descendente de corvinos, nascida  na cidade de Florianópolis, no estado de Santa Catarina no Brasil.

"Aos seis dias do mês de Abril de mil oitocentos e nove, nesta Matriz do Desterro de Santa Catarina, baptizei e pus os Santos Óleos a Maria, nascida no dia vinte e cinco do mês de Março do mesmo ano, filha legítima de João de Almeida Fraga, natural e baptizado na Ilha das Flores e de Antónia Francisca do Sacramento, natural e baptizada nesta Matriz; de avós paternos: Estêvão Nunes Fraga, natural da Ilha do Corvo e Maria Coelha, natural da Ilha das Flores, e avós maternos: Manuel Joaquim do Rego, da Ilha de S. Miguel e de Francisca Custódia do Sacramento, natural da freguesia de S. Pedro do Rio Grande; foram padrinhos: Manuel José de Fraga e Rita Tomásia; casados aqui, para constar fiz este termo que assinei. O Vigário José Maria de Sá Rebelo."

segunda-feira, 19 de março de 2012

Bolamente.

O Bolamente é um jogo original e tradicional dos Açores.Era jogado em todas as ilhas, mas actualmente já pouca gente sabe em que consistia.
   Era um jogo que se iniciava na Quaresma e terminava na Páscoa.
   "Bolamente" é uma abreviatura de "boa amêndoa", que certamente tem a ver com as pronúncias das ilhas.
   O jogo é muito simples e bastam apenas duas pessoas para poderem jogar.Basicamente consistia no seguinte:
   Duas pessoas combinam com alguma antecedência (geralmente duas a três semanas antes da Páscoa), dizerem "bolamento" logo que se vissem.O primeiro que dissesse a palavra ganhava um ponto.Normalmente só se podia dizer duas vezes durante o dia: de manhã e ao final da tarde.
   Iam-se contando os pontos e no final o vencedor era logicamente quem tivesse dito maior número de vezes "Bolamente".O prémio era sempre um saco de amêndoas, pago por quem tinha perdido o jogo.
   Claro que para não se ser apanhado, a técnica era esconder-se em qualquer lugar até que o outro aparecesse.Primeiro, para não levar bolamente e segundo para poder dar e assim ir acumulando mais pontos.
   Tudo servia de esconderijos: os muros, os portões, as carteiras da Escola, os armários e até os varões das escadas.
   Bolamente era realmente um bonito jogo.Numa altura em que o desconsolo era verdadeiramente desconsolo e que só era saciado por altura das principais festas.
   Infelizmente são tradições que se vão perdendo no tempo.
  

quarta-feira, 14 de março de 2012

Situaçao dos operários Guienenses desbloqueada.

O Governo dos Açores, através do Instituto para o Desenvolvimento Social (IDSA), já depositou nas contas bancárias dos sete operários guineenses que estão retidos desde o início do ano no Corvo as verbas que lhes permitirão sair desta ilha.

A garantia foi dada à Lusa pela secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, salientando que este “apoio social” foi atribuído na sequência da situação de “precariedade económica” em que se encontram os sete trabalhadores que ainda permanecem no Corvo.
"O assunto está resolvido", afirmou Ana Paula Marques, acrescentando que as verbas, de várias centenas de euros para cada um, foram depositadas na segunda-feira nas contas dos operários titulares de contas bancárias na mesma instituição que o governo usou para esta operação, enquanto os restantes devem receber o dinheiro até hoje.
No total, segundo a secretária regional, o governo açoriano disponibilizou cerca de seis mil euros desde o início do ano para apoiar os 12 trabalhadores que inicialmente ficaram retidos no Corvo devido à falta de pagamento dos seus salários.
No final da semana passada, Honório Biágue, proprietário da empresa Distância Viva, responsável pela deslocação dos operários para a mais pequena ilha dos Açores, revelou à Lusa que os homens decidiram abandonar definitivamente os Açores depois de ter sido declarada a insolvência da Castanheira e Soares, empresa para quem trabalhavam em regime de subempreitada.
O empresário frisou, no entanto, que os trabalhadores não tinham dinheiro para pagar as passagens aéreas, pedindo o apoio do Governo Regional.
Os operários guineenses estavam a trabalhar em quatro obras públicas na ilha do Corvo, das quais duas da responsabilidade da Câmara Municipal e outras duas do Governo Regional, em regime de subempreitada.
A empresa Castanheira e Soares, que dirige as quatro empreitadas, admitiu em janeiro estar com problemas financeiros e avançou com um pedido de insolvência no Tribunal de Santa Cruz das Flores, que foi declarada na semana passada.
Lusa/Aonline

domingo, 11 de março de 2012

Operários com salários em atraso podem regressar brevemente à Guiné.

O presidente do Associação de Imigrantes dos Açores (AIPA) admitiu hoje o regresso nos próximos dias à Guiné de sete operários guineenses com salários em atraso desde o início do ano que se encontram retidos na ilha do Corvo.
Apesar de terem decido voltar ao seu país, face à situação em que ficaram devido à declaração de insolvência da empresa para que trabalhavam, a Castanheira e Soares, em regime de subempreitada, os operários em causa encontram-se impedidos de fazê-lo por falta de financiamento das viagens, disse à agência Lusa Paulo Mendes.
O presidente da AIPA, que se desloca na quarta-feira ao Corvo, disse ter indicações de que o Instituto para o Desenvolvimento Social dos Açores (IDSA) deverá assumir os encargos com o seu regresso à Guiné.
Paulo Mendes revelou que outros seis imigrantes que trabalhavam para a mesma empresa na ilha das Flores enfrentam também dificuldades, devendo ser igualmente apoiados pelo IDSA.
Para os operários que se encontram nas Flores o tipo de apoio poderá ser diferente do adotado para os seus colegas do Corvo, referiu.
O presidente da AIPA sublinhou que a condição dos imigrantes tem vindo a agravar-se nos Açores devido à crise, referindo que cerca de 20 por cento deles se encontram desempregados.
A elevada taxa de incidência do desemprego entre a comunidade de emigrantes nas ilhas surge associada a um maior impacto da crise no setor da construção civil, considerou Paulo Mendes.
Lusa

segunda-feira, 5 de março de 2012

Vulcanólogos no Corvo

Vulcanólogos no Corvo para conhecer melhor história da ilha
      
Uma equipa de vulcanólogos portugueses e espanhóis chega hoje ao Corvo para estudar a vulcanologia da ilha mais pequena dos Açores, onde ocorreu uma erupção muito violenta que os especialistas ainda não conseguiram datar com precisão.
“Nós sabemos contar a história, mas queremos contar essa história com datas”, afirmou Zilda França, do Departamento de Geociências da Universidade dos Açores, que lidera os investigadores portugueses que chegam hoje ao Corvo.
Zilda França salientou, em declarações à Lusa, que esta missão, que prossegue depois na vizinha ilha das Flores, visa a “obtenção de amostras que permitam fazer uma cronologia, para se ter uma ideia mais concreta dos episódios vulcânicos ocorridos”.
“A ilha tem um grande vulcão central, pode-se mesmo dizer que a ilha é um vulcão. Apesar de ser muito pequena, é muito interessante”, frisou a investigadora, salientando que ali ocorreram erupções submarinas, episódios vulcanológicos “tranquilos” e também uma “erupção muitíssimo violenta”.
A missão no Corvo e nas Flores insere-se num projeto financiado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) que visa a caracterização do vulcanismo do arquipélago dos Açores.
A equipa integra também especialistas espanhóis, liderados por Marceliano Lago, da Universidade de Saragoça, um dos mais importantes investigadores europeus na área do estudo das rochas.
As duas ilhas do Grupo Ocidental dos Açores apresentam “especificidades” relativamente às restantes ilhas do arquipélago, podendo ali ser encontradas caraterísticas que não existem no Pico, em S. Jorge ou em Santa Maria.
Por outro lado, o Corvo e as Flores “estão na placa americana, ao contrário do restante arquipélago, são ilhas que estão do outro lado da Crista Média Atlântica”, o que também lhes confere uma especificidade própria.
A Crista Média Atlântica é uma cordilheira submarina que separa a placa americana, a ocidente, das placas euroasiática e africana, a oriente.
O vulcanólogo Vítor Hugo Forjaz, numa nota enviada à Lusa a propósito desta missão, estima que “a primeira ilha do Corvo deve ter surgido há cerca de 710 mil anos, sendo precedida por intensa atividade submarina”.
A atividade vulcanológica foi evoluindo e culminou com uma grande erupção que originou a formação de uma caldeira de colapso, o conhecido Caldeirão do Corvo.
Segundo aquele investigador, “após um período de repouso, há cerca de 100 mil anos, foi retomada a atividade vulcânica na ilha, constituindo os cones geométricos que se situam na parte sul da ilha, incluindo a fajã lávica onde assenta o atual povoado”, onde vivem cerca de 400 pessoas.
Lusa/AO Online

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tradições alimentares da Quaresma

   A Quaresma é tempo de reflexão, de penitência e sacrifícios.Estes factores também se reflectem no tipo de alimentação praticada nesta quadra.
   Assim, na quarta -feira de cinzas e em todas as outras sextas-feiras nunca se como nada de carne, seja de suíno, vaca, galinha ou qualquer outra.
   A base das refeições são o peixe,  as tortas de erva o calhau, as lapas, o polvo e os ovos claro o queijo.
   Actualmente já há também quem utilize o camarão, ameijoas e outros mariscos considerados "mais finos".
   Há também quem se alimente praticamente só de sopas.
   Finamente ainda existem aqueles que tem promessas de durante toda a Quaresma nunca, mas nunca comerem qualquer tipo de carnes.
   Com o passar dos tempos, infelizmente, algumas destas tradições vão se perdendo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Outeiro

O outeiro sempre foi um dos locais mais místicos da Vila.E era-o por tudo e por nada...
   Foi aqui que os anciãos se impuseram mentores da ilha, da vida.Reuniam-se ao fim da tarde e por lá ficavam , por vezes em silêncios profundos, outras em risos contagiantes e outras ainda em acesas discussões.Falava-se de tudo, da guerra, da América, dos sonhos, dos medos, mas falava-se principalmente da Ilha.
   Decidiam os interesses, as necessidades, as carências e as reservas existentes.Faziam a justiça, a moral, a educação, a justiça e as partilhas e renuncias.
   Vestidos com as suas roupas de lã, pesadas, aconchegados uns aos outros e muitos apoiados nos seus cajaus era aqui que se sentia o pulsar da Vila e da Ilha.Era aqui que se discutia qual tinha o boi ou o porco maior.Era aqui que se ´comentava as notícias da guerra e era aqui que se sonhava com a América, com os dolares...
   Era aqui que durante o dia também as crianças brincavam, saltavam o muro da cooperativa.
   Era também aqui que as mulheres pousavam os cestos das couves e ponham a conversa em dia.
   Aqui tudo se decidia.
   Era também aqui que se realizavam todas as festas religiosas, desde S.Pedro a Nossa Senhora dos Milagres.
   Era aqui...
   Hoje é um lugar vago, triste e vazio...de gente, de alma e de espírito.
   Restam alguns sobreviventes que vão mantendo a tradição.
 
  

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Lino Freitas Fraga lança livro

Lino Freitas Fraga é natural do Corvo e antigo combatente no Ultramar.Durante vários anos publicou crónicas sobre este tema no Jornal "Correio dos Açores" e agora reuniu num só livro todas  as entrevistas que levou a cabo com antigos combatentes do Ultramar, naturais ou residentes nos Açores.
   As intensas consequências da guerra do Ultramar naqueles que foram os seus atores sensibilizou-o tão profundamente que o impulsionaram a recolher junto deles depoimentos diretos, de que resultaram um acervo de preciosas entrevistas intimistas, com combatentes açorianos, cujas dores e alegrias são relatadas duma forma realista e ao mesmo tempo fascinante.
   Estes Sofrimentos duma Guerra levam o leitor pelas frondosas florestas africanas onde estranhos casamentos acontecem, desastres inesperados ocorrem, alegrias e tristezas juntam-se em rodopio estonteante. Loucuras insanas de jovens perdidos na morte de camaradas na flor da idade.
   Lino Fraga nasceu na Ilha do Corvo e ficou órfão de mãe aos oito anos de idade. Depois de ter concluído a quarta classe, dedicou-se ao trabalho com o pai na agricultura e na pecuária, e pela Ilha ficou porque a conjuntura não lhe permitia abandonar a Ilha para continuar os estudos noutro local.
Ingressa na Filarmónica Lira Corvense o que lhe possibilita depois ir aos Estados Unidos da América para participar nas Festas do Divino Espírito Santo. Em 1965 inicia a sua atividade militar na Base Aérea nº 4 e depois é mobilizado para Angola terminando a comissão de serviço em 1968, regressando ao Corvo e ingressando na Estação Meteorológica daquela Ilha, donde depois é transferido para o Observatório Afonso de Chaves o que lhe possibilita concluir em Ponta Delgada o ensino secundário.
 Em 1976 Lino Fraga é eleito Presidente da Câmara do Corvo e durante o seu mandato deu um grande impulso à sua Ilha natal que como todas as demais Ilhas dos Açores tinha enormes carências, e padecia do isolamento que a falta de equipamentos portuários e aeroportuários provocava. Durante o seu mandato o ensino, a energia e a saúde estiveram no topo das prioridades. Lino Fraga tem o gosto pela escrita, coisa que é comum aos Corvinos, e intervêm através da escrita com temas da atualidade num exercício salutar de cidadania.
   Segundo, Lino Fraga, "Este livro é um relato apaixonado de ex-militares que sofre com as injustiças do abandono a que são votados os que foram Combatentes do Ultramar; quer mortos abandonados nas terras de África ou vivos e esquecidos nas terras para onde regressaram doentes ou mutilados, sofrendo na solidão da sua dor o que muitos ignoram ou não querem lembrar. Ao longo de várias e penosas entrevistas são recordados... momentos incríveis que coincidem com a história pátria que ajudaram a escrever com o seu sangue e a sua coragem. O leitor irá chorar e rir com as suas tristezas e alegrias na certeza que não estará lendo fantasias literárias mas a rude realidade duma guerra que foi inútil no seu resultado mas inevitável pelas circunstâncias que a condicionaram e que ninguém pôde ou quis afastar."

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Nossa Senhora dos Milagres.

Nossa Senhora dos Milagres é a padroeira da Vila do Corvo.Trata-se de uma escultura flamenga do século XVI, que foi encontrada no mar.
   Segundo a tradição a ela se deve um milagre:quando piratas turcos bombardeavam a ilha em Junho de 1632 para sequestrarem a população, esta foi buscar a imagem à Igreja e colocou-a na Canada da Rocha, virada para o mar.
   Nossa Senhora abriu, então, as mãos e as balas, batendo nelas, voltaram para trás atingindo os que as tinham disparado, tendo estes desaparecidos.
   A fé dos Corvinos por Nossa Senhora dos Milagres é imensa.É nos momentos mais aflitivos que recorrem à sua ajuda.
   A manifestação de toda esta fé tem o seu expoente máximo a 15 de Agosto.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Governo Reg. apoia a Santa Casa da Misericórdia.


A Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social atribuiu à Santa Casa da Misericórdia do Corvo um apoio superior a 11 mil euros, destinado à aquisição de um fogão e máquina de lavar industrial para a cozinha da residência de idosos e apoio ao domicílio.


A iniciativa insere-se no âmbito de um acordo de cooperação celebrado ontem, aquando da visita da Secretária Regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, àquela instituição, e tem por objetivo aumentar a resposta ao nível da confeção de refeições na residência de idosos e apoio ao domicílio.

GaCS\SM