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quarta-feira, 28 de março de 2012

Via Sacra ao vivo




Realizou-se no Domingo, dia 25 de Março pelas 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora uma Via Sacra ao vivo.Participaram crianças, jovens e adultos.

                                                                                             (fotos de Cátia Nunes)

terça-feira, 27 de março de 2012

Retrato da vida do Corvo em filme.

O realizador Gonçalo Tocha esteve mais de um ano a registar a vida na ilha açoriana do Corvo, condensando esse trabalho no documentário "É na terra não é na lua", que se estreia na quinta-feira, nos cinemas.

Gonçalo Tocha iniciou o projeto "É na terra não é na lua" em 2007 e esteve quatro anos a tentar fazer um filme a partir das imagens que recolheu em "um ano e meio de idas e voltas" à pequena ilha açoriana.
Em declarações à Lusa, o realizador explicou que, na rodagem, acabou por fazer algo como um "arquivo contemporâneo em movimento", com a equipa a filmar tudo o que conseguia.
A ilha do Corvo "é dos poucos sítios no mundo, como é uma microcomunidade, fechada em si própria, onde é possível ter esta ideia meio louca de tentar filmar tudo", acredita Gonçalo Tocha.
Perante um "arquivo gigante", Gonçalo Tocha optou por fazer "uma espécie de diário", algo "em construção". Daí a opção pelos capítulos, que vão deixando o produto final "em aberto".
Da experiência de rodagem e da vivência de tantos meses na ilha, Gonçalo Tocha recorda "um sítio claustrofóbico", que provoca "uma ambiguidade de sentimentos", entre a "paixão enorme por aquele lugar no meio do Atlântico" e "alguma alergia, quase, a certos comportamentos de vida".
"É muito difícil entrar no Corvo para filmar", relatou. Foi pela "continuidade" que a equipa conquistou a ilha: "De repente começamos a pertencer, já não interessava se estávamos com a câmara ou não".
O documentário, premiado no DocLisboa, chegou a ser exibido no ano passado para os habitantes do Corvo e já percorreu vários festivais internacionais, nomeadamente na Suíça, onde recebeu uma menção honrosa no Festival de Locarno, Dinamarca, Canadá e Chile.
Feita a estreia comercial, "É na terra não é na lua" será exibido em abril e maio em seis festivais, quase todos em competição internacional, no Brasil (Festival Internacional Documentário de São Paulo e Rio de Janeiro), Argentina (BAFICI), Estados Unidos (San Francisco International Film Festival), Coreia do Sul (Jeonju International Film Festival) e Espanha (Documenta Madrid).
De 14 a 21 de abril integrará a seleção do Panazorean International Film Festival, em São Miguel, Açores.
Gonçalo Tocha, nascido em 1979, assinou em 2006 a primeira longa-metragem, "Balou", premiado no ano seguinte no festival IndieLisboa.
Lusa/Aonline

segunda-feira, 26 de março de 2012

Curiosidade.

Registo de baptismo de uma descendente de corvinos, nascida  na cidade de Florianópolis, no estado de Santa Catarina no Brasil.

"Aos seis dias do mês de Abril de mil oitocentos e nove, nesta Matriz do Desterro de Santa Catarina, baptizei e pus os Santos Óleos a Maria, nascida no dia vinte e cinco do mês de Março do mesmo ano, filha legítima de João de Almeida Fraga, natural e baptizado na Ilha das Flores e de Antónia Francisca do Sacramento, natural e baptizada nesta Matriz; de avós paternos: Estêvão Nunes Fraga, natural da Ilha do Corvo e Maria Coelha, natural da Ilha das Flores, e avós maternos: Manuel Joaquim do Rego, da Ilha de S. Miguel e de Francisca Custódia do Sacramento, natural da freguesia de S. Pedro do Rio Grande; foram padrinhos: Manuel José de Fraga e Rita Tomásia; casados aqui, para constar fiz este termo que assinei. O Vigário José Maria de Sá Rebelo."

segunda-feira, 19 de março de 2012

Bolamente.

O Bolamente é um jogo original e tradicional dos Açores.Era jogado em todas as ilhas, mas actualmente já pouca gente sabe em que consistia.
   Era um jogo que se iniciava na Quaresma e terminava na Páscoa.
   "Bolamente" é uma abreviatura de "boa amêndoa", que certamente tem a ver com as pronúncias das ilhas.
   O jogo é muito simples e bastam apenas duas pessoas para poderem jogar.Basicamente consistia no seguinte:
   Duas pessoas combinam com alguma antecedência (geralmente duas a três semanas antes da Páscoa), dizerem "bolamento" logo que se vissem.O primeiro que dissesse a palavra ganhava um ponto.Normalmente só se podia dizer duas vezes durante o dia: de manhã e ao final da tarde.
   Iam-se contando os pontos e no final o vencedor era logicamente quem tivesse dito maior número de vezes "Bolamente".O prémio era sempre um saco de amêndoas, pago por quem tinha perdido o jogo.
   Claro que para não se ser apanhado, a técnica era esconder-se em qualquer lugar até que o outro aparecesse.Primeiro, para não levar bolamente e segundo para poder dar e assim ir acumulando mais pontos.
   Tudo servia de esconderijos: os muros, os portões, as carteiras da Escola, os armários e até os varões das escadas.
   Bolamente era realmente um bonito jogo.Numa altura em que o desconsolo era verdadeiramente desconsolo e que só era saciado por altura das principais festas.
   Infelizmente são tradições que se vão perdendo no tempo.
  

quarta-feira, 14 de março de 2012

Situaçao dos operários Guienenses desbloqueada.

O Governo dos Açores, através do Instituto para o Desenvolvimento Social (IDSA), já depositou nas contas bancárias dos sete operários guineenses que estão retidos desde o início do ano no Corvo as verbas que lhes permitirão sair desta ilha.

A garantia foi dada à Lusa pela secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, salientando que este “apoio social” foi atribuído na sequência da situação de “precariedade económica” em que se encontram os sete trabalhadores que ainda permanecem no Corvo.
"O assunto está resolvido", afirmou Ana Paula Marques, acrescentando que as verbas, de várias centenas de euros para cada um, foram depositadas na segunda-feira nas contas dos operários titulares de contas bancárias na mesma instituição que o governo usou para esta operação, enquanto os restantes devem receber o dinheiro até hoje.
No total, segundo a secretária regional, o governo açoriano disponibilizou cerca de seis mil euros desde o início do ano para apoiar os 12 trabalhadores que inicialmente ficaram retidos no Corvo devido à falta de pagamento dos seus salários.
No final da semana passada, Honório Biágue, proprietário da empresa Distância Viva, responsável pela deslocação dos operários para a mais pequena ilha dos Açores, revelou à Lusa que os homens decidiram abandonar definitivamente os Açores depois de ter sido declarada a insolvência da Castanheira e Soares, empresa para quem trabalhavam em regime de subempreitada.
O empresário frisou, no entanto, que os trabalhadores não tinham dinheiro para pagar as passagens aéreas, pedindo o apoio do Governo Regional.
Os operários guineenses estavam a trabalhar em quatro obras públicas na ilha do Corvo, das quais duas da responsabilidade da Câmara Municipal e outras duas do Governo Regional, em regime de subempreitada.
A empresa Castanheira e Soares, que dirige as quatro empreitadas, admitiu em janeiro estar com problemas financeiros e avançou com um pedido de insolvência no Tribunal de Santa Cruz das Flores, que foi declarada na semana passada.
Lusa/Aonline

domingo, 11 de março de 2012

Operários com salários em atraso podem regressar brevemente à Guiné.

O presidente do Associação de Imigrantes dos Açores (AIPA) admitiu hoje o regresso nos próximos dias à Guiné de sete operários guineenses com salários em atraso desde o início do ano que se encontram retidos na ilha do Corvo.
Apesar de terem decido voltar ao seu país, face à situação em que ficaram devido à declaração de insolvência da empresa para que trabalhavam, a Castanheira e Soares, em regime de subempreitada, os operários em causa encontram-se impedidos de fazê-lo por falta de financiamento das viagens, disse à agência Lusa Paulo Mendes.
O presidente da AIPA, que se desloca na quarta-feira ao Corvo, disse ter indicações de que o Instituto para o Desenvolvimento Social dos Açores (IDSA) deverá assumir os encargos com o seu regresso à Guiné.
Paulo Mendes revelou que outros seis imigrantes que trabalhavam para a mesma empresa na ilha das Flores enfrentam também dificuldades, devendo ser igualmente apoiados pelo IDSA.
Para os operários que se encontram nas Flores o tipo de apoio poderá ser diferente do adotado para os seus colegas do Corvo, referiu.
O presidente da AIPA sublinhou que a condição dos imigrantes tem vindo a agravar-se nos Açores devido à crise, referindo que cerca de 20 por cento deles se encontram desempregados.
A elevada taxa de incidência do desemprego entre a comunidade de emigrantes nas ilhas surge associada a um maior impacto da crise no setor da construção civil, considerou Paulo Mendes.
Lusa

segunda-feira, 5 de março de 2012

Vulcanólogos no Corvo

Vulcanólogos no Corvo para conhecer melhor história da ilha
      
Uma equipa de vulcanólogos portugueses e espanhóis chega hoje ao Corvo para estudar a vulcanologia da ilha mais pequena dos Açores, onde ocorreu uma erupção muito violenta que os especialistas ainda não conseguiram datar com precisão.
“Nós sabemos contar a história, mas queremos contar essa história com datas”, afirmou Zilda França, do Departamento de Geociências da Universidade dos Açores, que lidera os investigadores portugueses que chegam hoje ao Corvo.
Zilda França salientou, em declarações à Lusa, que esta missão, que prossegue depois na vizinha ilha das Flores, visa a “obtenção de amostras que permitam fazer uma cronologia, para se ter uma ideia mais concreta dos episódios vulcânicos ocorridos”.
“A ilha tem um grande vulcão central, pode-se mesmo dizer que a ilha é um vulcão. Apesar de ser muito pequena, é muito interessante”, frisou a investigadora, salientando que ali ocorreram erupções submarinas, episódios vulcanológicos “tranquilos” e também uma “erupção muitíssimo violenta”.
A missão no Corvo e nas Flores insere-se num projeto financiado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) que visa a caracterização do vulcanismo do arquipélago dos Açores.
A equipa integra também especialistas espanhóis, liderados por Marceliano Lago, da Universidade de Saragoça, um dos mais importantes investigadores europeus na área do estudo das rochas.
As duas ilhas do Grupo Ocidental dos Açores apresentam “especificidades” relativamente às restantes ilhas do arquipélago, podendo ali ser encontradas caraterísticas que não existem no Pico, em S. Jorge ou em Santa Maria.
Por outro lado, o Corvo e as Flores “estão na placa americana, ao contrário do restante arquipélago, são ilhas que estão do outro lado da Crista Média Atlântica”, o que também lhes confere uma especificidade própria.
A Crista Média Atlântica é uma cordilheira submarina que separa a placa americana, a ocidente, das placas euroasiática e africana, a oriente.
O vulcanólogo Vítor Hugo Forjaz, numa nota enviada à Lusa a propósito desta missão, estima que “a primeira ilha do Corvo deve ter surgido há cerca de 710 mil anos, sendo precedida por intensa atividade submarina”.
A atividade vulcanológica foi evoluindo e culminou com uma grande erupção que originou a formação de uma caldeira de colapso, o conhecido Caldeirão do Corvo.
Segundo aquele investigador, “após um período de repouso, há cerca de 100 mil anos, foi retomada a atividade vulcânica na ilha, constituindo os cones geométricos que se situam na parte sul da ilha, incluindo a fajã lávica onde assenta o atual povoado”, onde vivem cerca de 400 pessoas.
Lusa/AO Online