calendário

domingo, 11 de março de 2012

Operários com salários em atraso podem regressar brevemente à Guiné.

O presidente do Associação de Imigrantes dos Açores (AIPA) admitiu hoje o regresso nos próximos dias à Guiné de sete operários guineenses com salários em atraso desde o início do ano que se encontram retidos na ilha do Corvo.
Apesar de terem decido voltar ao seu país, face à situação em que ficaram devido à declaração de insolvência da empresa para que trabalhavam, a Castanheira e Soares, em regime de subempreitada, os operários em causa encontram-se impedidos de fazê-lo por falta de financiamento das viagens, disse à agência Lusa Paulo Mendes.
O presidente da AIPA, que se desloca na quarta-feira ao Corvo, disse ter indicações de que o Instituto para o Desenvolvimento Social dos Açores (IDSA) deverá assumir os encargos com o seu regresso à Guiné.
Paulo Mendes revelou que outros seis imigrantes que trabalhavam para a mesma empresa na ilha das Flores enfrentam também dificuldades, devendo ser igualmente apoiados pelo IDSA.
Para os operários que se encontram nas Flores o tipo de apoio poderá ser diferente do adotado para os seus colegas do Corvo, referiu.
O presidente da AIPA sublinhou que a condição dos imigrantes tem vindo a agravar-se nos Açores devido à crise, referindo que cerca de 20 por cento deles se encontram desempregados.
A elevada taxa de incidência do desemprego entre a comunidade de emigrantes nas ilhas surge associada a um maior impacto da crise no setor da construção civil, considerou Paulo Mendes.
Lusa

Sem comentários:

Enviar um comentário